Violentamente Pacífico – Ras Mc Leo Carlos – Falando a realidade

O cara é mil grau, mas só dá idéia chequeeeee!

Dica de Kiko Willi

  • kikowili

    Rapaz… o cara solta os cachorros mesmo, e com razão não vejo verdade maior do que esse “brotha” disse.

  • Iluminada

    O que esse rapaz diz é fundamentalmente verdade, claro, mas não é uma verdade que prima pela originalidade dentro do seu meio. Torna-se um grande “lugar comum” dentro daqueles que fazem “hip-hop”, “rap” ou afins. É quase um mote. Um amontoado de palavras que muita embora lance suas flechas contra a Elite, faz inconscientemente o papel que essa própria Elite reserva ao “Protesto”.

    Esse é o tipo de Protesto que a Elite gosta. Um protesto emitido através de uma linguagem extremamente colonizada que, se traduzido para o inglês, pode muito bem ser de um negro ou “xicano” de Nova Yorque ou Los Angeles. Uma linguagem de gueto, reservado ao gueto e fadada a colonizar o gueto, mesmo que através de um suposto grito do oprimido. Um apanhado de manchetes de jornais entremeado de “broda” e “tá ligado?”.

    Posso parecer elitista, porém tenho uma opinião bastante sólida sobre essas coisas. A “virulência”, o “protesto”, a “indignação” do “hip-hop” dos “brodas” paulistas e do Funk carioca, tem como propósito único a perda da identidade e restringir esses protestos ao próprio gueto. Tipo, fiquem aí reclamando, esperneando, pois nessa forma não haverá ressonância em outros segmentos sociais. Pratiquem o “jus isperneandi” e que fique por isso mesmo.